quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os meus treze anos.



Hoje eu estava fuçando o orkut de uma adolescente de treze anos. Fiquei impressionada com a quantidade de fotos e de poses com as suas duas melhores amigas. O Orkut dela possuía diversas declarações de amizade eterna e muitas coisas em comum entre elas. As fotos retratam momentos bobos e sem aparente importância: encontros na casa de uma ou de outra, fotos de frente para o espelho, dentro do quarto, no clube e muitas caras e bocas.


Inevitável não lembrar os meus treze anos, inesquecíveis treze anos. Como esta adolescente, eu também tinha duas amigas verdadeiras e inseparáveis. Eu sinto tanta saudade quando me lembro dos nossos momentos ‘’sem importância’’! Não precisávamos de motivo para nada, a gente fazia uma festa toda vez que nos encontrávamos. Além de estudarmos na mesma escola, todo final de semana a gente passava na casa de uma ou de outra, de sexta a domingo ou até na segunda para irmos juntas para a aula.

Mesma sala, mesmas idéias, mesmos sonhos... Três meninas cheias de expectativas com a vida e com muita vontade de crescer e viver. Minhas amigas, minhas irmãs! Fico pensando se naquela época a gente tivesse em mãos máquina digital e Orkut... Quantas coisas a gente faria a mais, quantas centenas de fotos de momentos aparentemente sem importância a gente teria. Eu, e elas também, possuímos várias fotos de alguns dos nossos momentos, mas na época era mais complicado, era máquina de filme, e lembro-me que era até caro, o filme e principalmente a revelação. Tinha internet também, mas não tinha essa grande rede que é o Orkut, e no lugar do MSN tínhamos o ICQ. Contudo nem nos importávamos muito com internet, a gente utilizava os correios mesmo. Além de nos vermos todos os dias na escola – vários dias em horário integral – passarmos os finais de semana juntas, ainda escrevíamos cartas. De onde vinha tanto assunto, sinceramente, eu não sei, mas lembro-me que nunca faltava sobre o que falar. Eu não podia, e nem cogitava a minha vida sem elas estarem por perto.

Doze anos se passaram, eu casei, a Francine casou e se mudou para os Estados Unidos. Continuamos amigas, mas a distância também traz certo afastamento. A última vez que eu a vi, estranhei como as nossas vidas estão diferentes, mas ainda sim, é a Francine, aquela amiga carinhosa de sempre. A Mariana... Bem, a Mariana continua sendo e sempre será aquela minha amiga dos meus treze anos, aquela que eu morreria por ela e em quem confio. Não nos vemos mais todos os dias na escola e nem tão pouco todos os finais de semana, mas eu ainda não consigo imaginar minha vida sem que ela esteja sempre por perto.


Grandes são as amizades que nascem aos Treze anos.

9 Palpites relevantes:

Mari | 5 de fevereiro de 2009 18:13

Nossa!! Que dom Deus te deu para escrever amiga ... perfeito o seu post .. perfeito!! Nossa ... aqueles 13 anos ...

Você esqueceu de uma coisa: além de estudarmos na mesma escola, de passarmos o final de semana inteira juntas e de mandarmos carta, a gente ficava DUAS HORAS POR DIA NO TELEFONE para desespero dos nossos pais!!! rs

Quanto assunto ... quantos planos ... nossa, quantos planos!! Sonhávamos em crescer, namorar (de preferência três que fossem amigos como nós), sermos amadas, poder ir em barzinhos, passar um dia dos namorados romântico, sermos vizinhas, criarmos nossos filhos juntos ... muitos sonhos!!

Uma época que é um divisor de águas ... não sabemos se somos criança, se somos mulher, queremos ser os dois! E hoje eu agradeço muito pelos meus 13 anos ... pois sei o quanto eles são importantes para a formação de uma mulher ... e sou grata a você amiga, por contribuir (e muito!) com o melhor que sou hoje.

Te amo!!

PEDRO TAVARES | 5 de fevereiro de 2009 23:54

Podem durar para sempre se elas forem intensas e não baseadas pelo orkut, palavras e imagens, coisas que o site sustenta.

Muito obrigado pelo seu comentário, volte sempre e sinta-se a vontade para comentar sempre, ok?

até!

Claudio Justo | 6 de fevereiro de 2009 14:16

Claro que a amizade se homem se sustenta em pilares bem distintos daqueles que sustenta as amizades femininas. Os sonhos são outros. Ou melhor, a ausência de sonhos e uma urgência de viver aqueles momentos marcam mais. Mas por mais distinto que pareça, tenho um exemplo de amizade que começou aos 13 anos: Torró.

Beijos amor!

Mary Justo | 6 de fevereiro de 2009 14:30

Nunca tinha parado pra pensar nisso... Mas eu também tinha duas amigas inseparáveis aos 13 anos: Andrea e Rosana! Amigas que vão ficar pra sempre... Andrea casada aí em BH e Rosana junto ao papai do céu olhando por todos nós!
Beeeeeeeeeeeeeeijos

Navarro | 6 de fevereiro de 2009 15:08

Nunca tive muitos amigos e quando tinha, eram meninos. Achei bonito o que você escreveu e gostaria de ter lembranças deste tipo também. Para ser justa, até tenho, mas nada tão forte quanto esta sua. Caramba, como eu falava no ICQ!!! hehehe
Parabéns por suas amizades!
bjs.

Tangerina | 8 de fevereiro de 2009 18:27

Ah..meus treze anos.

Tiago Faller | 9 de fevereiro de 2009 16:43

Impossível não escorrerem lágrimas em meus rosto ao ler esse post.

Saudades de meus 13 anos, saudades de meus amigos. Nunca pensei que todos aqueles momentos seriam tão valiosos.

"Meus bons amigos, onde estão?
(...) Cada um fez sua vida de forma diferente.
(...) Malditos ou inocentes?"

Belo blog!

Tato Barba | 10 de fevereiro de 2009 11:19

Poxa! Que post agradável!

Gosto desse clima de nostalgia.

"É sempre bom lembrar..."

Até!

Tato Barba | 10 de fevereiro de 2009 11:21

A propósito, sobre a elevada estima, saiba que, a recíproca é mais que verdadeira! =]

Até!